
Um chacal percorre a savana:
inquieto, andarilho, viajante...
Demónios aprisionados em sua retina
como uma caravana de ladrões sedentos
revelam reis, armas, dor...
Ele tem pele de marfim
e olhos azuis pra te enfeitiçar.
Sabe que ao atravessar o Portal das Lágrimas,
poeta e chacal serão separados pra sempre.
Charleville ficará pra trás...
Mas como abandonar a poesia
se ela flameja dentro de ti?
Um chacal não perde o faro.
Terás teu corpo mutilado...
Mas isso é para que possas voar.
E quando céu e inferno
te abrirem hospedarias,
seguirás teu próprio caminho.
(Berg Nascimento)
Flutuei nesse desertão
ResponderExcluirPurificado pel'areia d'emoção
Sobreviver.
ResponderExcluirQue poema denso e belo, Berg...
ResponderExcluirÉ como prova, garantia do que há pela frente.
Mas não para todos.
Beijos,
Moni
Maravilhoso, assim como Rimbaud.
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