domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Tornado





Quero ficar tonto em tua dança
assim, como num parque de diversões
devorado por teu carrossel de almas.

Quero rodar, rodar
e no teu eixo girante
sair em outra dimensão.

E pode me deixar sem eira nem beira
no teu grito sinfônico de restos e poeira.

Talvez encontre Dorothy,
talvez encontre Alice
tão perdidas quanto eu.

E que tua potência
destrua minha casa,
moa minha carne,
extirpe meus sonhos
e me construa de novo.

(Berg Nascimento)

5 comentários:

  1. Nada como uma tempestade para nos levar.

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  2. ...não será nenhum transtorno.

    Berg, parabéns pelos poemas!!

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  3. E que tenha retornado mais forte e ao mesmo tempo calmo, como seu centro.

    Abraços

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